Palestra sobre a história do clube marca início do segundo semestre das equipes de base

31 de agosto de 2018
Palestra sobre a história do clube marca início do segundo semestre das equipes de base

Saber a história para resgatar e preservar a tradição. Esta foi a ideia central da palestra do ex-atleta, ex-presidente e conselheiro nato do Ginástico, Geraldo Aloísio Duffles Teixeira, realizada no dia 28 de agosto, na sede do clube. O evento reuniu 160 pessoas, entre pais, alunos e atletas das categorias de base. Ísio, como é conhecido, fez um resumo de como o Esporte Clube Ginástico marcou o basquete em Minas Gerais.

Para o presidente Adley Alves Pereira, eventos como este são de extrema importância para a nova geração entender o valor do clube: “espero que eles tenham saído da palestra sentindo orgulho, assim como eu, de fazer parte da família ginastina. Quem não respeita seu passado, não tem futuro”, completa.

O 1º vice-presidente, Vinícius Alvarenga, concorda com Adley e acrescenta: “o Ginástico não tem ajuda de empresários ou do poder público. Desde sua fundação as coisas acontecem a partir do esforço de atletas como eles, por isso é fundamental mostrar para essas crianças e adolescentes a importância que eles têm para a nossa continuação. Esperamos ter conseguido passar a noção de pertencimento a este belo trabalho de décadas”.

Já Anderson de Oliveira, pai de dois atletas ginastinos, um de 11 e outro de 15 anos, acredita que após a palestra os jovens terão ainda mais confiança ao entrar em quadra: “foi ótimo ter mostrado a esses meninos a excelência do Ginástico. Eles precisam saber que quando estão competindo contra grandes clubes, estão jogando de igual para igual”.

Entre o público principal do evento, o saldo também foi positivo. Jordan Jeferson Silva, de 10 anos, está há dois no clube e conta que, para ele, aquele foi um dia especial: “eu adorei! E o mais legal foi ter conhecido algumas pessoas que sempre quis conhecer”. Jordan se refere às participações especiais de quatro ex-atletas do clube: Alexandre Soares, Sylvio Malta, Humberto Gontijo e Gerson Victalino. Os ex-jogadores contaram como suas vidas foram transformadas pelo Ginástico, por meio do esporte.

Depoimentos

Alexandre começou a jogar basquete aos 10 anos, em 1972, e foi campeão metropolitano e estadual em todas as categorias. O ex-atleta falou como sua relação com o Ginástico vai muito além das quadras: “aos quatro anos me tornei órfão de pai e o clube virou minha figura paterna. Foi aqui que aprendi que para vencer na vida é preciso persistência”.

A história de Sylvio Malta não é muito diferente. O atual vice-presidente do Conselho Deliberativo frequenta o clube desde os 06 anos e conta que, quando pensa em família, logo vem o Ginástico à cabeça: “meu pai foi fundador e todos os amigos que tenho vieram daqui. O clube sempre foi uma referência positiva em minha vida e posso dizer que o basquete me fez quem sou hoje”, completa.

De acordo com Humberto Gontijo, ex-presidente do Ginástico, o clube o ajudou a vencer a timidez e a evitar que este sentimento se tornasse uma barreira para seu desenvolvimento pessoal: “eu era um menino extremamente tímido, até que comecei a jogar basquete. Eu percebi que se posso bater um lance livre com duas mil pessoas me olhando, posso fazer qualquer coisa sem constrangimento”. Humberto também conta que educou seus filhos dentro dos valores que aprendeu nas quadras, como respeito e autocontrole.

Gerson Victalino, um dos melhores pivôs brasileiros, descreveu assim seu clube de formação e coração: “tem algo diferente neste local, costumo falar que há uma magia dentro desses 10 mil metros quadrados. Você entra no Ginástico e começa a respirar basquete”. Gersão, que possui três olimpíadas no currículo e outros diversos títulos importantes, como o ouro nos Jogos Pan-Americanos de Indianapolis, em 1987, alertou aos jovens atletas que sem muito esforço, não há sucesso: “só consegue chegar onde eu cheguei com muita luta. Ficava cerca de 10 horas treinando e agradeço a paciência de todos que me apoiaram”.