Humberto Ladeira: ginastino de alma e coração

3 de novembro de 2018
Humberto Ladeira: ginastino de alma e coração

Hoje, dia 03 de novembro, é aniversário do nosso ex-presidente Humberto Ladeira. São 90 anos de vida e a maior parte deles foram dedicados ao clube. Além de dirigente, Ladeira também foi jogador e técnico de basquete pelo Ginástico, por várias gerações.

Para comemorar a data, vamos relembrar a entrevista que ele concedeu à edição histórica do G de Prata, em comemoração aos 70 anos do clube:

Quando o Ginástico tinha um mês, este nosso entrevistado, entrou para o clube e nunca mais saiu. Desde então, Humberto Ladeira, vem participando ativamente e com muita devoção de todos os momentos da história ginastina: seja como atleta, técnico, diretor, vice-presidente, presidente, enfim, como um apaixonado pela nossa “causa”. Ainda hoje, aos 87 anos e com muito vigor, Ladeira frequenta o clube cotidianamente. Nesta entrevista, você vai acompanhar um pouco da incrível história deste membro nato do clube.

G de Prata: Como começou a sua história com o Ginástico?

Aos 17 anos, mais precisamente no dia 1º de junho de 1946 e há um mês após a fundação do clube, fui convidado pelo sócio-fundador Helvécio Tamm de Lima para jogar no time de basquete do clube. Desde então, nunca mais saí! Até hoje vou ao clube de segunda a sexta-feira na parte da tarde para acompanhar os treinos e os jogos de todas as categorias e me dedico a ele com o mesmo empenho e amor. Sempre que possível, estou lá nos fins de semana, além de participar da maioria dos jogos que as nossas equipes disputam em BH. São 70 anos de Ginástico!

G de Prata: Além de atleta, o senhor chegou à presidência no clube. Fale um pouco desta trajetória.

Joguei basquete pelo Ginástico de 1946 a 1957 e fui pentacampeão mineiro pelo clube nos anos de 51, 52, 54, 56 e 57. Em alguns períodos acumulei o comando técnico do time e cargos de vice-presidente e de presidente do clube. Em 1950, por exemplo, fui técnico da equipe juvenil enquanto jogava na Primeira Divisão. Em 1951 e 52, assumi a presidência por motivo de doença do então presidente, uma vez que era vice-presidente. Nos anos de 56 e 57 fui técnico do time adulto e jogador e, em 1963 e 1964 assumi novamente a presidência, já que o presidente da época teve que se afastar por motivos pessoais e eu ocupava novamente na vice-presidência.

G de Prata: Qual momento da sua gestão foi marcante para você?

Conseguimos construir a piscina e o vestiário do clube através da contribuição da Diretoria de Esportes do Estado de Minas Gerais, no governo de Bias Fortes. Foi um momento importante do clube, que passou a ter mais uma benfeitoria na sua área social.

G de Prata: Sua história no basquete traz também outras conquistas. Quais foram?

Em 1952 fui convocado para a Seleção Mineira de Basquete e fomos campeão brasileiro no campeonato da Federação Universitária Mineira de Esportes, que foi disputado na inauguração do primeiro ginásio do Minas Tênis Clube. No ano seguinte, joguei pela Seleção Brasileira Universitária e ficamos em segundo lugar na 2ª Universiade Mundial de Esportes, em Dortmund, na Alemanha. Também assumi a presidência da Federação Mineira de Basquete em 1991 e 92 e, neste ano, recebi a Medalha de Ordem do Mérito Municipal da Câmara Municipal de Belo Horizonte. Em 2015, fui homenageado com um Diploma, também concedido pela Câmara dos Vereadores, pelos relevantes serviços prestados ao basquete em Belo Horizonte.

G de Prata: A sua família também é fã do Ginástico?  

Claro! Além de todos terem frequentado as áreas sociais (e alguns ainda frequentam), meus dois filhos – Bruno e Leonardo – foram atletas do basquete ginastino. O Leo jogou no mirim até o juvenil e o Bruno chegou ao time adulto. Ele é, inclusive, atleta laureado pelo Ginástico. Jogou 15 anos pelo clube e já foi campeão mineiro e brasileiro.

G de Prata: Qual mensagem o senhor deixaria para os atuais atletas do clube?

Estou aqui para passar a minha experiência para os jovens para que eles se dediquem bastante e sejam felizes. O Ginástico tem uma história de muitas glórias e, agora, o basquete precisa ser renovado. Que todos eles tenham muito empenho e responsabilidade para alcançar a mesma glória ou, quem sabe, até maior.