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Entrevista com Humberto Gontijo
   
 

"A primeira vez que estive no Ginástico, levado por um amigo e vizinho, foi no segundo semestre de 1965. Em 1966, comecei a treinar e disputei meu primeiro campeonato juvenil. Comecei a jogar tarde, com 18 anos. Desde então nunca deixei de frequentar o clube. Vieram os filhos, que também jogaram basquete pelo clube e onde formaram um grande número de amigos. Sempre usei o Ginástico e o basquete como exemplo para a educação deles. Como hoje, naquela época também sempre houve respeito pelas pessoas que se dedicaram a dar um pouco do seu conhecimento e carinho para o clube. Aqui, fiz meus amigos e aprendi muito da vida: respeito com as pessoas, com suas limitações e virtudes. As vitórias e derrotas nos ensinam isto. Nestes anos todos que se passaram tenho só boas recordações. As viagens para disputas de torneios em outros estados, os jogos Abertos de Poços de Caldas, as peladas de futebol nas manhãs de domingo. As peladas de futebol com aquelas regras loucas, onde só não se podia pegar a bola com as mãos. Quem não se lembra do Campista, Carlos Cavalo, Carlinhos? Que aliás, dizia que eu era o melhor jogador de futebol do clube. Por pura modéstia, não podia deixar de citar esta opinião. As peladas de basquete que continuam até hoje e que tenho muito carinho por ela. Estas peladas representam o movimento mais atuante e importante do clube. Formamos um grupo de amigos num exemplo de convivência e respeito. Mas o meu momento mais marcante foi a conquista do campeonato de 1972. O Ginástico não ganhava um campeonato adulto há 14 anos. Este momento deixou marcado uma grande amizade entre atletas, dirigentes e funcionários. Infelizmente, o clube sempre deixou em segundo plano atletas e feitos do passado. Talvez, a iniciativa da atual diretoria, de fazer o encontro de ex-atletas, renove este sentimento de ginastinos. Com relação ao basquete, que é a razão principal da nossa existência, minha visão talvez seja diferente da maioria. Nestes anos todos de Ginástico, poucos foram os atletas que conseguiram uma projeção nacional. Ser campeão, petiz, infantil, ou de qualquer outra categoria de base não é tão importante quanto a formação do grupo como cidadãos. Por isso penso que deveríamos investir nas categorias de base, qualificando melhor nossos técnicos e, consequentemente virão os bons atletas e as vitórias. Não se vence sem um grupo forte nem com imediatismo. Sei que isto não é o pensamento da maioria, que prefere ser campeã e no ano seguinte, desmantelar o grupo, perder os jogadores para outros clubes, e ver todo um trabalho ir por água abaixo. Os números provam isto. Uma grande frustração que tive como dirigente foi não ter conseguido concretizar um projeto que eu e o Ísio, na época presidente, fizemos para o clube em meados de 1985. O terreno teria um prédio vertical para hotel, dois andares de shopping e o clube na cobertura. Tivemos dificuldades internas e externas inviabilizando um clube independente, bonito, equipado com o que havia de mais moderno em aparelhos, espaços, etc. Espero que algum dirigente ainda tenha esta vontade num futuro próximo. Gostaria de enaltecer os novos dirigentes do Ginástico, que com muita coragem, pegaram o clube em péssima situação financeira, social e esportiva e conseguiram equilibrar e até evoluir no campo social e esportivo. Hoje temos um quadro social que muito movimenta o clube nos fins de semana. Enfim, o Ginástico representou pra mim uma experiência das mais ricas na minha formação como homem e tenho certeza na de muitos outros ginastinos. Gostaria que continuássemos com este foco, na minha opinião é mais importante que fazer super craques, que na maioria das vezes já nascem prontos."

   
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