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Principal responsável pela volta do Brasil aos Jogos Olímpicos, argentino Rubén Magnano mostra humildade de aprendiz e conhece trabalho de formação de clubes de Belo Horizonte

Ivan Drummond - Estado de Minas - 07/12/2011 07:00

Rubén Magnano, o treinador que comandou a Seleção Brasileira Masculina de Basquete que depois de ficar de fora de três edições aos Jogos Olímpicos – Sydney’2000, Atenas’2004 e Pequim’2008 – conseguiu novamente a classificação, esteve em Belo Horizonte por quatro dias. Homem simples, faz questão de ver o basquete nos detalhes, o que o levou a conhecer Ginástico e Olympico, depois de ter estado no Minas.  

Quis ver treinos e fez questão de falar, no primeiro, para jogadores das divisões de base. Conversou também com atletas que são promessas e possíveis convocados no futuro, caso de Kesley, pivô do time Sub-21 do Ginástico, um dos cinco melhores do NBB da categoria, que tem todos os jogos disputados em São Sebastião do Paraíso. Uma exigência do treinador, que quer ver o que cada time tem para o futuro. Ao passear num shopping de BH, acompanhado pelo presidente da Federação Mineira de Basquete (FMB), Márcio Oliveira Pinto, foi surpreendido: foi parado por um menino, que quis abraçar o treinador e tirar um foto. Logo, muitos outros meninos e adolescentes cercaram Magnano, que pacientemente, respondeu perguntas. O homem que levou o Brasil de volta aos Jogos Olímpicos, depois de 16 anos, já é ídolo dos amantes do basquete.

Brasil“: Este é um país que tem um potencial enorme para o esporte, principalmente o basquete, por causa do biotipo do brasileiro. Mas é preciso dar oportunidade aos jovens.”

Clubes
“O Brasil precisava de mais clubes como esses que encontrei aqui. O Ginástico é um clube que nasceu do basquete e faz basquete. Se em todas as capitais brasileiras, pelo menos, houvesse situações como essa, o esporte seria muito maior e o Brasil não teria passado a crise que passou. O Olympico é outro clube que faz basquete trabalhando com os meninos, desde o mini. Apesar de ter outras modalidades, dá uma grande importância ao nosso esporte. É outra coisa que o Brasil precisa, pois há espaço para mais de uma modalidade em qualquer lugar.”

Fazer basquete
“Uma das coisas que mais me impressionaram e que é das mais importantes, é que no Ginástico, não se cobra para ensinar e desenvolver o basquete. É um clube que tem 180 meninos nas escolinhas e divisões de base e não se cobra por isso. É disso que o basquete brasileiro precisa.”

Minas Gerais

“Quando cheguei ao Brasil, fui para São Paulo. Mas ao tomar conhecimento do que havia em São Sebastião do Paraíso, resolvi que tinha de mudar para lá. Tornou-se a minha casa. Lá estavam três Seleções ao mesmo tempo. Esse era o lugar onde tinha de estar, pois preciso saber como está o futuro do esporte no país.”

Adaptação
“Eu já vivi em muitos lugares, em Paris, na Espanha, rodei o mundo. Aí, quando decidi que tinha de estar na cidade onde a CBB tem o seu centro de treinamento, conversei com minha mulher, Luciene, juntamos as coisas e fomos pra lá. Vivo uma vida normal. Fiz amigos, convivo com as pessoas que moram lá. Entrei na rotina da cidade. Moro a um quarteirão do CT, o que é mais importante.”

Truco
“Em São Sebastião do Paraíso fui levado por amigos a frequentar vários lugares, sítios, restaurantes. E aconteceu uma coisa engraçada, pois me chamaram para jogar um truco. Na Argentina temos um jogo que tem o mesmo nome, mas que se joga de maneira diferente. Observei primeiro para entender. Depois resolvi entrar no jogo. Já estavam insistindo muito. Mas pedi um privilégio: tinha de anotar o valor das cartas na sequência, para saber o que jogar. Ganhei. Agora, não jogo mais, afinal de contas, saí vencedor.”

Jovens na Seleção

“Quando convoquei o Rafael Hettsheimeir e o Augusto Lima, não foi para fazer demagogia. Eles têm um enorme potencial, mas têm outra função. Com eles, quero mostrar aos jovens jogadores que qualquer um pode ter chance na Seleção Brasileira. As portas estão abertas. É também uma maneira de estimular todos os jogadores. Um atleta precisa de espelhos e eles estão na Seleção e nos times principais. Tudo é estímulo.”

NBA
“Estive nos EUA, quando acertei o contrato para dirigir a Seleção. Conversei com cada jogador. O Varejão estava contundido, mas disse que queria se recuperar para estar no Pré-Olímpico. O Tiago Splitter foi fantástico. Disse que o objetivo principal era defender o Brasil. Ele queria muito estar numa Olimpíada. O Nenê disse que não viria porque tinha compromisso com a NBA. E o Leandrinho falou que não jogaria o Pré-Olímpico, pois não queria. Sua prioridade era a NBA. O Varejão chegou a se apresentar, mesmo não podendo jogar, e queria ter ido a Mar del Plata, para o Pré-Olímpico.”

Olimpíada
“Ainda não defini nada sobre a convocação para os Jogos de Londres. Vou convocar a Seleção ao fim do NBB no início de junho. Os treinos vão começar, no máximo, na segunda semana do mesmo mês. A Olimpíada começará em 27 de julho. Vamos ter muito tempo. É preciso dar uma folga aos jogadores antes de se apresentarem, para terem tempo com suas famílias. Aí, teremos um trabalho intenso. O objetivo é levar o Brasil ao pódio. Potencial para isso existe. O grupo está empenhado. Os jogadores se entregaram à nossa proposta, por isso conseguimos a vaga.”

Conhecimento

“Para se trabalhar com a Seleção é preciso conhecer o basquete brasileiro desde a sua raiz. Estive em Vitória, onde fui ver os clubes que trabalham o esporte. Agora vim a BH. Já conhecia o Minas e conheço o Paraíso. Precisava conhecer os outros clubes, em especial Ginástico e Olympico. E gostei muito do que vi. Aproveitei que estava acontecendo o quadrangular final do Mineiro Sub-19 para observar todos os jogadores de Minas, Ginástico, Olympico e Paraíso, para vê-los em ação. Gostei de alguns atletas. Não vou dizer nomes, mas posso garantir que os clubes mineiros têm muitos bons valores, de futuro.”

Contrato
“Tenho contrato com a Confederação até 31 de julho de 2012. É para um trabalho que inclui a Olimpíada. Depois disso, vamos sentar e conversar. Mas confesso que estou gostando muito do Brasil. Mas não posso adiantar nada. O destino se encarregará de decidir.”

Fonte: Jornal Estado de Minas, dia 07/12/2011: http://www.mg.superesportes.com.br/app/noticias/basquete/2011/12/07/noticia_basquete,203893/de-olho-na-base-da-piramide.shtml, acessado em 07/12/2011 às 14h00

   
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